Olá! Meu nome é “Dilmene” e exatamente por ter um nome diferente, estou aqui para contar a história dele.
Bem, tudo começou em 1973, quando a minha mãe havia ganhado meu irmão e para não engravidar logo em seguida, começou a fazer uso do DIU (Dispositivo Intra Uterino), pois ela não conseguia se adaptar aos demais métodos anticonceptivos, então, durante cinco anos ficou usando-o, tal prazo era o tempo máximo aconselhado pelo médico que a acompanhava.
Ao retirar o DIU, para evitar problemas no colo do útero, caso prolongasse o uso do mesmo, eu mais que depressa, na corrida da VIDA, não perdi tempo e aproveitei a opor-tunidade, venci todas as barreiras e resolvi aparecer, daí, minha mãe engravidou... Risos.
Em seguida, meu pai, todo inspirado, primeira filha mulher tão desejada, resolveu criar um nome para mim cujas iniciais fossem “DIU”, em homenagem ao anticonceptivo que minha mãe havia usado... Resolveu trocar o "U" pelo "L", para ficar mais bonita a estética do nome e por conta própria, acrescentou o “MENE”, sem significado especial até então. E aos 19 dias do mês de novembro de 1978, mais precisamente as 8h45 da manhã, nasceu DILMENE DE CASTRO RODRIGUES, com dia e hora marcados, em virtude do parto cesariano.
Já em 1999, eu com os meus 21 aninhos, desfrutando da era do computador e inter-net, nas salas de bate papo virtuais, conheci um jovem paquistanês, ainda com os seus 19 aninhos, que com o passar do tempo, tornou-se um amigo muito especial em minha vi-da.
Sendo assim, ao conhecer a cultura dele, além do idioma que é falado no Paquistão, o Urdu, descobri algumas curiosidades sobre o meu nome.
Segundo pesquisas, em Urdu, dialeto esse de origem árabe usado mais no Paquis-tão, a palavra “dil” significa “coração” e “mene” possui o mesmo som da palavra “mein” em Urdu (que significa mim + eu = meu) e “ne” em Urdu (significa “me” em Português). Adicionadas a outras palavras, “Dil Me Ne Tujhko Diya” significa “Eu lhe dei o meu cora-ção”, daí a explicação para o título do meu livro, um trocadilho do meu nome com uma frase em Urdu.
O Urdu (اردو) é uma língua indo-européia da família indo-ariana que se formou sob influência persa, turca e árabe no sul da Ásia durante a época do sultanato de Deli e do Império Mogol (1200-1800). Isoladamente, Urdu é o 19º idioma mais falado do mundo como idioma nativo, sendo o idioma nacional do Paquistão, e um dos 24 idiomas nacionais da Índia. Entretanto, o Urdu, muito similar ao Hindi, muitas vezes é considerado - assim como o Hindi - como sendo parte do idioma Hindustânil, o que no caso a torna o segundo idioma mais falado do mundo. O Urdu é escrito em um alfabeto árabe modificado.
Sempre adorei o meu nome e graças ao Urdu, passei a adorar ainda mais! Risos... Apesar dos contratempos em virtude da pronúncia e escrita do mesmo, tanto na época que eu era criança, nas apresentações aos coleguinhas de classe, quanto hoje já na vida adulta, sempre tive que pronunciar mais de uma vez, soletrar também, para que as pes-soas pudessem entender o meu nome.
Até então eu era a única com esse nome, mas com o passar do tempo, já ouvi falar de uma senhora mais velha que eu, de Brasília mesmo, que não cheguei a conhecer, com o mesmo nome. Porém, com a chegada da Comunidade Virtual chamada Orkut, em 2004, cheguei a conhecer mais duas “Dilmenes”, ambas mais novas que eu e de diferentes estados, uma da Bahia e a outra de Minas Gerais. O que significa que somos pessoas com um nome em comum raro, digo, em nível de Brasil, com o nome diferente, exótico, original, além de ter um significado lindo.
A presente obra não foi escrita somente com o objetivo de homenagear o meu pró-prio nome e falar da cultura paquistanesa em especial. Porém, preocupada também com a qualidade de vida das pessoas nos dias atuais, inspirei-me a criar não apenas poemas soltos, mas sim, resolvi dedicar esse trabalho ao CORAÇÃO. Seja ele, órgão da máquina humana ou o próprio sentimento, enfatizando a sua história, sua formação física, os cui-dados que devemos ter para com ele e seus respectivos simbolismos.
Aproveitem!
Afinal, foi através da “Dil Me Ne Tujhko Diya – Você Aceita?”, que me doei de CORAÇÃO.
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