domingo, 13 de dezembro de 2015

CAPÍTULO I

O CORAÇÃO E SUA ANATOMIA

 Pode-se dizer que o símbolo e o órgão disputaram carreiras separadas na história. Enquanto a imagem ganhava significados cada vez mais ricos, a sua representação anatômica pouco evoluiu desde que o primeiro homem desenhou um coração (ou pode ser uma orelha, não se sabe ao certo). Em uma caverna de Oviedo, na Espanha, denominada El Pindal, há um mamute retratado com um coração pintado em seu centro, que data de 15.000 anos antes de Cristo. Até que o médico inglês William Harvey (1578-1657) descrevesse a circulação sanguínea e a anatomia e fisiologia do coração, o órgão foi muito mal representado.


Os gregos antigos, de onde se originou todo o conhecimento médico na Europa até mais ou menos o século 16, não conheciam o seu papel na circulação e representavam suas cavidades de forma distorcida.

Galeno, depois de Hipócrates, o mais ilustre representante da medicina grega, des-crevia o formato cônico do coração, que evoluiu até assumir a forma de um pinho de cabeça para baixo, com uma reentrância no topo representando uma de suas "três" cavidades.


O coração é um músculo que funciona como duas bombas unidas. Cada uma é dividida em dois compartimentos ligados por válvulas e as principais câmaras de bombeamento são os ventrículos.

1. Veia Cava Superior;
2. Aorta;
3. Veias Pulmonares;
4. Átrio Esquerdo;
5. Válvula Mitral;
6. Válvula Aórtica;
7. Ventrículo Esquerdo;
8. Ventrículo Direito;
9. Veia Cava Inferior;
10. Válvula Tricúspide;
11. Átrio Direito;
12. Válvula Pulmonar;
13. Artérias Pulmonares.

O sangue transporta nutriente e oxigênio para todo o corpo e dele retira os resíduos, é bombeado pelo coração, indo primeiro para os pulmões, onde recebe oxigênio e elimina o gás carbônico, voltando depois para o coração.

O sangue entra no coração pelo átrio esquerdo, desce para o ventrículo esquerdo e daí vai para o cérebro e todos os órgãos pela aorta.


As artérias levam o sangue que sai do coração e as veias trazem-no de volta para ele. Quando o sangue retorna, entra no átrio direito e passa pela válvula tricúspide, indo para o ventrículo direito, que o bombeia para os pulmões, onde receberá oxigênio. No feto, dois orifícios temporários que se fecham após o nascimento permitem a passagem do sangue de uma câmara para outra, sem passar pelos pulmões, que não funcionam .

 A representação do coração foi mudando à medida que se sabia mais sobre ele. A seguir, um quadro relata todo o processo de evolução do mesmo:



         
Os hippies virão resgatá-lo na década de 60, e logo o coração vai tornar-se um sím-bolo comercial. É hoje um dos ícones mais usados no mundo. "Simples, fácil de configu-rar e de ser reproduzido".

Em 1975, o Departamento de Comércio de Nova York procurava revitalizar a cidade com um símbolo forte. Naquela época, o designer Milton Glaser criou o logotipo abaixo.

Foi a primeira vez que o coração foi usado como representação da palavra amor numa frase, o que foi copiado no mundo todo.

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